Deus Fala Minha Língua
Em 1917 Wiliam Cameron Townsend foi trabalhar como missionário na Guatemala. Por volta de 1919 certo dia Townsend estava vendendo Bíblias e distribuindo folhetos em Espanhol quando se encontrou com um indígena Cakchiquel. O índio Cakchiquel quando viu o folheto em espanhol que aquele gringo tinha lhe dado e ouvindo-o falar do amor de Deus, ele perguntou: “se o seu Deus é tão grande e nos ama porquê ele não fala minha língua?” Foi quando Cameron Townsend e sentiu desafiado a levar a Bíblia na língua materna daquele povo. Este episódio levou Tawsend a fundar, em 1934, a agencia missionária Wycleffe que atua fortemente na área de tradução das Escrituras, a qual tem sido um marco no trabalho de tradução da Bíblia ao redor do mundo.
Na
Bíblia encontramos duas narrativas que argumentam fortemente a respeito da importância
da língua de um povo. No capítulo 11 do livro de Gênesis vemos que em toda a
terra havia apenas uma língua com a qual o povo se comunicava. A maldade humana
levou os homens a querer tornar o seu nome conhecido e assim enaltecer a
capacidade humana, então o SENHOR resolveu dar um fim no plano humano fazendo
um revira-volta naquilo que os tornava um, a língua. O Senhor disse: “Venham, desçamos e confundamos a língua que
falam, para que não entendam mais uns aos outros”. Assim o SENHOR os
dispersou dali por toda a terra, e pararam de construir a cidade. (Gn 11.7-8,
NVI).
Em
Atos dos Apóstolos no capítulo dois também é possível ver a importância da
língua dos povos. Os discípulos se encontravam em Jerusalém conforme o Cristo os
avia instruídos. Jerusalém era uma cidade pela qual pessoas de diversas partes
do mundo passavam ou residiam, fixa ou temporariamente. É claro que essas
pessoas falavam a sua própria língua materna em seus lares ou com os seus
patrícios, mas aconteceu algo diferente perante as pessoas que se encontravam
em Jerusalém na festa judaica chamada Pentecostes ou Festa da Colheita que
acontecia cinquenta dias depois do oferecimento a Deus pelas primícias da
colheita, isto era sete semanas após a Páscoa. Todas as pessoas que
presenciaram o ocorrido ficaram perplexas, pois sendo os discípulos Galileus
falavam em outras línguas. Os romanos, pessoas naturais da Mesopotâmia, Judéia,
Capadócia, Ponto e Ásia, Egito, Líbia e de outros lugares ouviam a pregação do
evangelho em sua própria língua materna. As pessoas se perguntavam: como os
ouvimos, cada um de nós, em nossa própria língua materna? (At. 2.8). As
pessoas ouviam falar das grandezas de Deus na língua que lhes falava ao
coração.
Uma
das coisas que em Gênesis capítulo onze a Bíblia nos trás é a importância da
língua para um povo, para uma nação ou para o mundo. Em Atos capítulo dois, uma
das coisas que esta passagem nos mostra é a importância da pregação na língua
do povo. Em Atos dois Deus se mostra como um Deus multicultural, um Deus que
fala com cada um na sua própria língua, se mostra como o Deus soberano de todos
os povos e não apenas como o Deus do povo Judeu, pois Ele não é um deus de um ou de alguns povos, mas
sim O Deus, o único e verdadeiro Deus
de todas as nações.
Ainda há pessoas que se perguntam: Deus fala minha língua? Deus fala minha língua? Sim! Deus fala tua língua, Deus fala minha língua, Deus fala a língua de todos os povos, pois Ele é o Senhor de todas as raças!
Ainda há pessoas que se perguntam: Deus fala minha língua? Deus fala minha língua? Sim! Deus fala tua língua, Deus fala minha língua, Deus fala a língua de todos os povos, pois Ele é o Senhor de todas as raças!
Aurelio Vea Vargas
