terça-feira, 10 de abril de 2012

Pensando um pouco na Tradução das Escrituras


Os últimos anos da minha vida não têm sido como eu esperava que fossem, mas não reclamo disso e não digo como frustração, pois também, esses anos têm sido de muita bênção pra mim. Acima disso, está a prioridade de permanecer onde eu estou que é no centro da vontade de Deus. Com certeza, é onde Ele quer que eu esteja, e a Sua palavra me garante isso. Ter a palavra de Deus no meu próprio idioma (Espanhol) e também em Português é uma grande honra, mas também a vejo como uma grande responsabilidade que nos foi dada, não somente para sentar no sofá ou na cama e ler essa preciosa palavra, mas como uma mensagem que precisa ser passada, não somente na nossa cultura como também transculturalmente. Além do mais, vemos muitas passagens na Bíblia que nos encoraja a tal fato, tendo como maior exemplo, o próprio Mestre. É ai onde temos a nossa vaga dada pelo próprio Deus para servi-lo e poder fazer o nosso papel como verdadeira noiva de Cristo. Mas como levar essa palavra para todos os povos se nem todos falam português, inglês ou espanhol?...A minha resposta seria: obediência e trabalho.
    A tradução da Bíblia é um trabalho que requer tempo e disposição, é um trabalho demorado, porém, com certeza, gratificante para o Reino de Deus. É o crescimento do Reino de Deus que a igreja precisa focalizar e não qualquer outro tipo de crescimento que  não contribua para o crescimento deste Reino. O povo de Deus está se perdendo no meio de uma crescente religiosidade doutrinária, enquanto povos estão esperando pela palavra da Vida que é Jesus. A. W. Tozer certa vez afirmou: "Os cientistas modernos perderam Deus de vista, em meio às maravilhas da sua criação; nós, os crentes, corremos o perigo de perdermos Deus de vista em meio às maravilhas de Sua Palavra". Jesus mesmo disse: ‘‘Eu sou o caminho a verdade e a VIDA, ninguém vem ao Pai a não ser por mim’’, mas agora a pergunta é: como os povos vão conhecer a verdade que liberta, limpa de todo pecado e  que gera essa Vida eterna?
    Jonh Wycliffe, um professor da faculdade de Oxford na Inglaterra, viu a necessidade que o povo tinha de ler a Bíblia, pois a Palavra de Deus era em latim e o povo não falava o latim e sim o inglês. Vendo essa necessidade, Wycliffe, traduziu a Bíblia para o inglês, sofreu perseguição por causa da atitude que tomou, entretanto, o crescimento foi para o Reino de Deus.
    Deus quer usar pessoas assim como usou Jonh Wycliffe, João Ferreira de Almeida e muitos outros homens que deixaram ser usados por  Ele, pessoas que obedeceram a voz do seu Mestre, pessoas que investiram tempo no crescimento do Reino de Deus.     
....Amados, será que a igreja de Cristo tem cumprido seu verdadeiro papel como tal? O Pr. Marcos Paes Leme questiona: ‘‘Que tipo de fogo tem queimado nas igrejas, que ninguém fora delas tem sentido nenhum calorzinho espiritual?’’ O corpo de Cristo, não é  a noiva de Cristo para estar somente dentro de quatro paredes, assim como a luz não é luz para iluminar outra luz, mas sim para iluminar onde há presença de escuridão. 
   Se a nossa prioridade é encher os bancos do templo para que a igreja seja a mais bonita ou rica da cidade, somente para ser admirada pelas pessoas de dentro ou fora da igreja, ‘‘erramos o alvo’’. Se a nossa prioridade é implantar uma igreja da nossa denominação  onde já tem um alicerce formado, ‘‘erramos o alvo’’ pois está claro que não visamos o crescimento do Reino de Deus e sim o crescimento do ‘‘reino da nossa doutrina ou denominação’’.
    A igreja  de Cristo está precisando de um avivamento verdadeiro e quando digo avivamento não estou falando de enchimento de templos, mas sim uma verdadeira manifestação do Espírito Santo de Deus, para que assim possamos viver o que o doutor Lucas registra: ‘‘E recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas TANTO em Jerusalém COMO em toda Judéia E Samaria e ATÉ os confins da terra”. (At 1:8)
    O povo de Deus precisa ser conscientizado para que o avivamento do Espirito Santo venha a ser um impacto às nações, povos e pessoas que existam neste mundo, pessoas que precisam conhecer o Amor de Cristo, além disso, o privilégio que nos foi dado requer uma responsabilidade, falar do Amor de Cristo.
Aurelio Vea Vargas.


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